Nessa secção procuraremos
fazer uma abordagem da depressão à luz da Doutrina Espírita
e da ciência através de TEXTOS PARA ESTUDO,
e gostariamos de abrir para as colaborações de companheiros
que queiram nos enviar artigos , frases , ou outras quaisquer informações
que possam auxiliar no entendimento dessa doença.
Além dessas abordagens
abriremos também um espaço para MENSAGENS
DE CONFORTO E ESPERANÇA, a fim de apaziguar os corações
sofridos com a depressão e outras dores da alma.
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TEXTO ANTIDEPRESSIVO
Quando você se observar , à beira do desânimo , acelere o passo para frente , proibindo-se parar.
Ore , pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom , além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante , que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente contato de pessoas , cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente , no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor , especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo , buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam
por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos
estamos caminhando para adiante , através de problemas e lutas ,
na aquisição de experiência , e de que a vida concorda
com as pausas de refazimento das nossas forças , mas não
se acomoda com a inércia em momento algum.
A depressão é um mal-estar muito presente na civilização, neste fim de século. Grave é aquele processo depressivo que afeta, de diferentes maneiras, o humor, o pensamento, as funções corporais e o comportamento de uma pessoa.
Na depressão, muitas vezes, o pensamento se torna negativo em relação a si mesmo, ao presente e ao futuro. As pessoas deprimidas podem ter dificuldades para se concentrar e memorizar e com freqüência têm problemas para tomar decisões. À medida em que a depressão vai se tornando mais grave, pode ocorrer o sentimento de menosprezo e desespero. As pessoas que pensam que a vida não vale mais a pena ser vivida apresentam com freqüência idéias suicidas.
O que pode causar a depressão?
Alguns boletins médicos apresentam como possíveis causas:
- Dificuldades numa relação.
- Preocupações financeiras.
- Stress.
- "Perdas" de entes queridos.
- Herança genética - alguns pesquisadores acreditam que pessoas com suscetibilidade genética podem tornar-se mais vulneráveis à depressão.
- Fatores fisiológicos ou bioquímicos - que hoje se constitui em interessante área de pesquisa.
Acredita-se que a depressão seja causada por um desequilíbrio entre substâncias químicas cerebrais (neurotransmissores). Outros fatores fisiológicos seriam algumas doenças, vários remédios e também o álcool e outras substâncias das quais as pessoas abusam.
Numa avaliação social, Dr. Washington Loyello, professor adjunto de Psiquiatria da Universidade do Est. do Rio de Janeiro, opina:
"A valorização exacerbada do dinheiro e das posições sociais somada ao incessante apelo ao consumismo faz com que o homem ocidental sofra uma série de tensões e frustrações que podem acabar culminando com o aparecimento de algum distúrbio mental".
Para o psiquiatra, "no sistema capitalista, onde a criação artificial de necessidades funciona como força motriz, o homem é espicaçado através da propaganda a um consumo desnecessário de bens, o que o leva a envidar esforços cada vez maiores a fim de obtê-los. Evidentemente que a conquista desse objetivo gera um imenso desgaste, enquanto seu fracasso acarreta uma enorme gama de frustrações. Não há então uma solução de satisfação. Somos sempre arremessados em extremos insatisfatórios".
Ainda assinala o médico, em adição aos aspectos competitivos da sociedade e da criação de necessidades, estão as reais situações de dificuldades. "Há pessoas que não têm como comer ou dormir direito, não dispõem de um mínimo de condições de sobrevida". E para Loyello, ansiedade e depressão seriam as conseqüências mais comuns e ilustrativas do caos pós-moderno.
Outro psiquiatra -- Dr. Eustáquio Portela Nunes, nos dá sua opinião, dentro do contexto social:
"A depressão é, para este final de século o que a histeria foi para seu início. Esse fato se deve às vertiginosas transformações operadas no período. A depressão resulta da ausência e esperança, da incerteza em relação ao que está por vir. Entre os deprimidos é onde ocorre o maior número de suicídios. O homem paga um alto tributo por ser o único animal que se angustia, uma sensação essencialmente ligada ao medo do futuro. É o único ser vivo na natureza que sabe que vai morrer e chega um momento, geralmente na idade média da vida, em que o presente cobra do passado os sonhos irrealizados e é nessa fase que a depressão encontra terreno fértil para se instalar".
"Outro aspecto da depressão, uma sensação de perda de pontos de apoio, é semelhante à experimentada com a morte de entes queridos. A perda está vinculada a idéias de diminuição, subtração, desvalorização, que produzem um sentimento de tristeza, desânimo e desinteresse pela vida", analisa Dr. Washington Loyello.
As estatísticas apontam a quarta década da vida como a época mais propícia ao surgimento do mal, embora outros dados já indiquem uma alteração na saúde mental de jovens na faixa etária entre 15 e 24 anos -- a taxa de suicídio triplicou nos últimos 20 anos, segundo a Associação Mundial de Psiquiatria. "O amplo espectro de sintomas da depressão compreende tristeza, diminuição da vontade, sentimento exagerado de culpa, perda de perspectiva, desejo de fuga da vida, redução da mobilidade e da capacidade cognitiva, além de insônia ou hiperssonia".
Esses aspectos são abordagens psicossociais que a comunidade médica apresenta dentro de seu campo de ação. E o aspecto espiritual, seria relevante, no caso da depressão?
Sem dúvida, e a Doutrina Espírita nos coloca alguns pontos que, refletidos, leva-nos a considerar não somente os aspectos psicofísicos e sociais.
O princípio doutrinário da reencarnação nos permite raciocinar sobre a imensa bagagem da qual o espírito imortal é portador. Ora, essa bagagem tem conteúdo positivo e negativo que foi acumulado ao longo das vidas sucessivas.
O espírito registra todo o seu quadro comportamental através do perispírito, que o intermedeia ao corpo físico.
Muitas seqüelas graves que se apresentam como doença no corpo são resultados de distúrbios comportamentais que se apresentaram no passado remoto ou recente. A depressão pode ser um quadro desses, agravado pelos agentes externos. O corpo físico somatiza desequilíbrios do espírito.
Há, ainda, o assédio espiritual de outros seres, já desencarnados, que a Doutrina Espírita caracteriza como processo obsessivo, influenciando aquele que já se encontra predisposto às influenciações dessa natureza.
Ou seja, o processo depressivo indica um espírito angustiado, que ainda não conseguiu achar um denominador comum nas suas ações, um espírito que se debate nas suas emoções sobre as quais perdeu o controle.
Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, assim se expressa:
"Ao lado das diversificadas patologias desesperadoras do momento os fenômenos psicológicos de desequilíbrio alastram-se incontroláveis.
A mole humana passou a sofrer o efeito desses sofrimentos que se generalizaram.
A doença, todavia, é resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona. Os vírus, as bactérias e os demais microorganismos devastadores não são os responsáveis pela presença da doença, porquanto eles se nutrem das células quando se instalam nas áreas em que a energia se debilita. Causam fraqueza física e mental, favorecendo o surgimento da doença, por falta da restauração da energia mantenedora da saúde. Os medicamentos matam os invasores, mas não restituem o equilíbrio como se deseja, se a fonte conservadora não irradia a força que sustenta o corpo.
Momentaneamente, com a morte dos micróbios, a pessoa parece recuperada, ressurgindo, porém, a situação em outro quadro patológico mais tarde.
A conduta moral e mental dos homens, quando cultiva as emoções da irritabilidade, do ódio, do ciúme, do rancor, das dissipações, impregna o organismo, o sistema nervoso, com vibrações deletérias que bloqueiam áreas por onde se espraia a energia saudável, abrindo campo para a instalação das enfermidades, graças à proliferação dos agentes viróticos degenerativos que ali se instalam." (Plenitude-Alvorada Editora)
A medicina tradicional recomenda o tratamento com medicamentos capazes de contornar rapidamente os sintomas e mais o acompanhamento psicoterápico. A Doutrina Espírita vai além, considerando que o significado da vida é muito mais amplo que conquistas sociais.
Ainda utilizamos Joana de Ângelis que traduz o pensamento espírita:
"O Espiritismo vem conclamando o homem para o respeito a Deus, a si mesmo, ao próximo, a todas as expressões vivas ou no que lhe constituem o ambiente em que está localizado, para aprender e ser feliz, assim adquirindo a sua plenitude.
Considerando a problemática humana, existente no próprio indivíduo -- o desconhecimento de si mesmo e tendo em vista os urgentes fatores que desencadeiam o sofrimento, arrastando multidões à sandice, ao desalento, à alucinação, às fugas inglórias pelo suicídio e pelos vícios, propõe que o homem conheça a si próprio a fim de se trabalhar.
Quase sempre as terapias tradicionais removem os sintomas sem alcançarem as causas profundas das enfermidades.
A cura sempre provém da força da própria vida, quando canalizada corretamente".
Adquirir uma consciência responsável é meta nossa, na presente encarnação, o que nos facilitaria a educação do pensamento e a disciplina dos hábitos. Educar o pensamento é direcioná-lo de forma positiva, edificante, firmando-o em propósitos saudáveis.
Um processo de autocura inclui, segundo ainda Joanna de Ângelis na mesma obra:
1) Observar o pensamento para que irradie energias positivas:
- desejar a saúde.
- concentrar na saúde.
- visualizar a saúde.
2) Manter sintonia mental com Deus, fonte do poder.
3) Cuidar do aspecto físico: descanso, dieta, higiene, ordem nas atividades.
4) Canalização dos pensamentos e das emoções para o amor, a compaixão, a justiça, a equanimidade e a paz.
A obsessão é estudada em profundidade pelo Espiritismo -- fatores causais -- e a Casa Espírita propõe métodos corretos para atender os que se acham envolvidos.
O amor seria o primeiro medicamento para a terapia antiobsessiva. A mediunidade é grande oportunidade para identificar e curar obsessões e, devidamente educada, aplicada em finalidades relevantes.
A desobsessão é terapia especializada da Casa Espírita mas o processo implica em reforma moral do obsidiado.
O deprimido precisa curar a alma, a fim de que se instale a alegria, a paz, a saúde integral. É uma luta longa, mas o esforço para levá-la a termo construirá bases morais sólidas, naquele que se dispõe a realizar.
(O Evang. Segundo o Espiritismo -- Allan Kardec -- Introdução -- item XIX -- resumo da Doutrina de Sócrates e Platão-FEB).
A depressão tem a sua gênese no
Espírito,que reencarna com alta dose de culpa, quando renteando
no processo da evolucao sob fatores negativos que lhe assinalam a marcha
e de que nao se resolveu por liberar-se em definitivo.
Com a consciência culpada, sofrendo
os gravames que lhe dilaceram a alegria íntima, imprime nas células
os elementos que as desconectam, propiciando, em largo prazo, o desencadeamento
dessa psicose que domina uma centena de milhões de criaturas na
atualidade.
Se desejarmos examinar as causas psicológicas, genéticas e orgânicas, bem estudadas pelas ciências que se encarregam de penetrar o problema, temos que levar em conta o Espirito imortal, gerador dos quadros emocionais e físicos de que necessita, para crescer na direção de Deus.
A depressão instala-se, a pouco e pouco, porque as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam, vagarosamente,o equilibrio mental.
Quando irrompe, exteriorizando-se, dominadora,suas
raízes estao fixadas nos painéis da alma rebelde ou receosa
de prosseguir nos compromissos redentores abraçados.
Face as suas cáusticas manifestacões,
a terapia de emergência faz-se imprescindível, embora, os
métodos acadêmicos vigentes, pura e simplesmente, nao sejam
suficientes para erradicá-la.
Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te em paz na área da afetividade com o pensamento em Deus.
Evita a hora vazia e resguarda-te da sofreguidão pelo excesso de trabalho.
Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e nao possas mudar.
Quando sitiado pela idéia depressiva
alarga o campo de raciocínio e combate o pensamento pessimista.
Açodado pelas reminiscências
perniciosas, de contornos imprecisos, sobrepõe as aspirações
da luta e age, vencendo o cansaço.
Quem se habilita na ação bem
conduzida e dirige o raciocÍnio com equilÍbrio, não
tomba nas redes bem urdidas da depressão.
Toda vez que uma idéia prejudicial
intentar espraiar-se nas telas do pensamento obnubilando-te a razao, recorre
à prece e à polivalência de conceitos, impedindo-lhe
a fixação.
Agradecendo a Deus a benção do
renascimento na carne, conscientiza-te da sua utilidade e significação
superior, combatendo os receios do passado espiritual, os mecanismos insconscientes
de culpa,e produze com alegria.
Recebendo ou nao tratamento especializado
sob a orientação de algum facultativo, aprofunda a terapia
espiritual e reage, compreendendo que todos os males que infelicitam o
homem procedem do Espirito que ele é, no qual se encontram estruturadas
as conquistas e as quedas, no largo mecanismo da evolução
inevitável. (Mensagem extraída
da obra "Receitas de Paz")
-Eu estava muito bem , saudável , animado...De
repente , sem motivo paupável ,
caí na"fossa" - uma angústia
invencível , uma profunda sensação de infelicidade,
como se a vida não tivesse mais graça...
Queixas assim são frequentes nas pessoas que procuram o Centro Espírita.Nesse estado toma corpo , não raro , a idéia de que a morte é a solução.
Conversávamos , certa feita , num hospital , com um rapaz que tentara o suicídio ingerindo substância tóxica.Socorrido a tempo , amargava sofrida recuperação.
Tentamos definir o motivo de tão grave iniciativa:
-Alguma desilusão sentimental?
-Absolutamente. Não tenho namorada.
-Problemas familiares?
-Pelo contrário.Dou-me muito bem com meus pais e irmãos.
-Perdeu o emprego?
-Trabalho há anos na mesma firma.O patrão parece contente comigo.
-Então , o que foi?
-É que eu estava entediado de viver.Entrei em estado de tristeza e achei que seria melhor morrer.
-Já se sentiu assim , anteriormente?
-Sim , de vez em quando...
Em psicologia o paciente poderia ser definido como ciclotímico , alguém com temperamento sujeito a variações intensas de humor - alegria e tristeza , euforia e angústia , serenidade e tensão.Tem períodos de grande energia , confiança , exaltação , alternados com aflições.Muita disposição e iniciativas hoje; amanhã temores e inibições.
Os períodos negativos podem prolongar-se , instalando a depressão , a exigir tratamento especializado na área da psiquiatria.Como ela se alterna com estados de euforia , em que o paciente parece totalmente recuperado , sem que nada tenha ocorrido para justificar a mudança de humor , emprega-se a expressão "depressão endógena" , algo que tem sua origem nas tendências constitucionais herdadas , algo que faz parte da personalidade do indivíduo.
Há uma retificação a fazer.A tendência à depressão é uma herança , realmente , não de nossos pais , mas de nós mesmos , porquanto as caracteristicas fundamentais de nossa personalidade representam , essencialmente , a soma de nossas experiências em vidas pretéritas.
O que fizemos no passado determina o que somos no presente. Poderíamos colocar em dúvida a justiça de Deus se assim não fosse, porquanto é inadmissível , além de não encontrar respaldo científico , a existência de uma herança psicológica em butida nos elementos genéticos.
O que pesa sobre nossos ombros , favorecendo os estados depressivos , é a carga dos desvios cometidos , das tendências inferiores desenvolvidas , dos vícios cultivados , do mal praticado. Há pessoas que , pressionadas por esse peso mergulham tão fundo na angústia que parecem cultivar a volúpia do sofrimento , com o que comprometem a própria estabilidade física , favorecendo a evolução de desajustes intermináveis.
***** De certa forma somos todos ciclotímicos , temos variações de humor , sem que isso se constitua num estado mórbido:hoje em paz com a vida; amanhã brigados com a humanidade.Nas nuvens por algum tempo; depois na "fossa".
E nem sempre , como ocorre com o paciente ciclotímico , há justificativa para essa alternância.Pelo contrário : frequentemente nosso humor opõe-se às circunstâncias , como o indivíduo plenamente realizado no terreno afetivo , social e profissional que , não obstante , experimenta períodos de angústia; no outro extremo , o doente preso ao leito , padecendo dores e incômodos , que tem momento de indefinível alegria e bem - estar.
Essa ciclotímia guarda relação com os processos de influência espiritual. Estados depressivos podem originar-se da atuação de Espíritos perturbados e perturbadores , que consciente ou inconscientemente nos assediam. Popularmente emprega-se o termo "encosto" para esse envolvimento.
Por outro lado , os estados de euforia , sem motivo aparente , resultam do contato com benfeitores espirituais que imprimem em nosso psiquismo algo de suas vibrações alentadoras.
-Hoje estou em estado de graça.Acordei bem disposto, feliz , sem nenhum "grilo" na cabeça - diz alguém , sem saber que tal disposição é fruto de ajuda recebida no plano espiritual durante as horas de sono físico , favorecendo-lhe um "alto astral".
Importante lembrar , tambem , o ambiente como fator de indução que pode precipitar estados de depressão , ou euforia.
Num velório , onde os familiares do morto deixam-se dominar pelo desespero , em angústia extrema , marcada por gritos e choro convulsivo , muitas pessoas se sentirão deprimidas , porquanto os sentimentos negativos são tão contagiosos como uma gripe. Se não possuimos defesas espirituais tenderemos a assimilá-los com muita facilidade.
Inversamente , comparecendo a uma reunião de cunho religioso , onde se cultua a prece , no empenho de comunhã com a Espiritualidade , ouvindo exortações relacionadas com a virtude e o bem , experimentaremos maravilhosa sensação de paz , como se houvéssemos ingerido milagroso elixir.
Há outro aspecto muito interessante , abordado pelo Espírito François de Genève , no capítulo V , de "O Evangelho Segundo o Espiritismo":
"Sabeis porque , às vezes , uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que o vosso Espírito , aspirando à felicidade e à liberdade , se esgota , jungido ao corpo que lhe serve de prisão , em vãos esforços para sair dele. REconhecendo inúteis esses esforços , cai no desânimo e , como o corpo lhe sofre a influência , toma-vos a lassidão , o abatimento , uma espécie de apatia e vos julgais infelizes.
"Crede-me , resisti com energia a essas impressões , que vos enfraguecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor ; mas , não a busqueis neste mundo e, agora , quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem , para vos instruirem acerca da felicidade que le vos reserva , aguardai pacientemente o anjo da libertação , para vos ajudar a romper os liames que vos mantém cativo o Espírito . Lembrai-vos de que , durante o vosso degredo na Terra , tendes que desempenhar uma missão de que não suspeitais , quer dedicando-vos à vossa família , quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou . Se , no curso desse degredo-provação , exonerando-vos dos vossos encargos , sobre vós desabarem os cuidados , as inquietações e tribulações , sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos . Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que , jubilosos por ver-vos de novo entre eles , vos estenderão braços , a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra."
Podemos concluir , em resumo , que a ciclotimia de nossa personalidade ocorre em função de pressões ambientes , de influências espirituais , do peso do passado e das saudades do além.
E como superar as variações de humor , mantendo a serenidade e a paz em todas as situações ?
É evidente que não a faremos da noite para o dia , como quem opera um prodígio , mesmo porque isso envolve uma profunda mudança em nossa maneira de pensar e agir , o que pede o concurso do tempo.
Considerando , entretanto , que influências boas ou más passam necessariamente pelos condutos de nosso pensamento , podemos começar com o esforço por disciplinarmos nossa mente , não nos permitindo idéias negativas.
O apóstolo Paulo , orientando a comunidade cristã , em relação aos testemunhos necessários , ressalta bem isso , ao proclamar , na Epístola aos Felipenses (4:8):
"Tudo o que é verdadeiro , tudo o que é respeitável , tudo o que é justo , tudo o que é puro , tudo o que é amável , tudo o que é de boa fama , se alguma virtude há e se algum louvor existe , seja isso o que ocupe o vosso pensamento".
Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidao é , na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.
A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas timidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de ideias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.
Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou sao deixados à distancia pelas conveniências dos grupos.
A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefcio de outrem.
O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideracao e respeito ou conceda ao próximo este apoio, que gostaria de fruir.
A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepultam os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.
O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importancia, como o ar que respira.
O sucesso social nao exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das ideias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apoia na bem urdida promocão de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituidas, graças á rapidez com que devora as suas estrelas.
Quem, portanto, nao se ve projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estudios artificiais.
Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de nao ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.
O homem faz questao de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas areas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado. atirado`a solidão.
Há uma terrível preocupacão para ser visto, fotografado, comentado, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.
A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.
O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lidimas aspiracões do ser, conduz à psiconeurose de auto-destruicao.
A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo. Há terrível ânsia para ser-se amado, nao para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade. Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, nao se torna amável nem amada realmente.
Campeia, assim, o "medo da solidao", numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilibrio.
O silêncio, o isolamento espontâneo, são muito saudaveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto- aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.
O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.
Os campeões de bilheteira, nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios, cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.
Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e insegurancas, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantem sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.
A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaca o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.
Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das criancas em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.
O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguem que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.
A velha conceituacao de que todo aquele que tem amigos nao passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcancar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.
O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar,à confianca nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.
Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o "amor ao proximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se, de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.
O homem solidário, jamais se encontra solitário.
O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.
Possivelmente, o homem que caminha a sós
se encontre mais sem solidão, do que outros que, no tumulto, inseguros,
estao cercados, mimados, padecendo disputas, todavia sem paz nem fé
interior.
A fé no futuro, a luta por conseguir
a paz intima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão,
saindo do arcabouco egoísta e ambicioso para a realização
edificante onde quer que se esteja.
O SOBREVIVENTE
Sobreviver a uma catástrofe é uma das coisas mais difíceis que se pode imaginar. Há muitos anos, situações de desespero eram mais comuns, e muitas famílias optavam por ter muitos filhos, porque a chance de que alguns deles viessem a morrer era alta. Epidemias devastavam cidades, as guerras eram freqüentes, e episódios de violência mais comuns. A vida enfim era um esperado vale de lágrimas.
Atualmente a coisa mudou. Não é incomum que uma pessoa atravesse a vida inteira sem enfrentar uma tragédia. Não se trata do fato de que problemas e crises deixaram de acontecer. Eles acontecem, como a perda do emprego, a dificuldade financeira, algumas doenças em família, familiares idosos que falecem.
Mas lá pelas tantas algumas pessoas são submetidas a uma experiência excepcionalmente ruim, como a perda inexplicável de um filho, ser vítima de um incêndio, estupro ou seqüestro. Para algumas pessoas episódios como a perda de emprego, ser espancado ou preso, ou mesmo um processo judicial pode ser vivenciado como uma extraordinária catástrofe, e sofrem da mesma maneira.
As pessoas que sobrevivem a essas catástrofes apresentam um quadro que se chama Estresse Pós Traumático, e é dele que estamos tratando.
POR QUE EU?
Essa é a pergunta que todas as pessoas que passaram por experiência particularmente traumática fazem. Não há uma resposta pronta e essa pergunta costuma ecoar dentro da cabeça por um longo tempo. Quanto é esse tempo? Se a experiência traumática for leve, de 3 a 6 meses. Uma perda de um parente próximo, de 6 meses a 2 anos. E infelizmente para traumas mais devastadores, anos a fio ou a vida inteira. Em geral os sintomas tem início nos primeiros 3 meses após o evento, mas pode acontecer desse intervalo chegar a muito mais tempo, às vezes anos.
Pacientes com câncer costumam desenvolver uma seqüência de reações já bastante conhecida. E não são apenas as pessoas com esse tipo de problema. Muitas pessoas que passam por um trauma passam por um processo que segue determinadas fases. Vamos a elas:
FASE I
A Notícia: Você fica sabendo da grande mudança na sua vida. É uma ameaça ao seu equilíbrio. A reação mais comum é a de negação. "Não pode ser verdade, não comigo!". A maioria das pessoas passa por essa fase num estado de letargia, como se a coisa toda não fosse com ela.
FASE II
Primeiro Contato: A pessoa começa lentamente a perceber o que se passa. Pode achar assustador e irritante, ou mesmo agradável e excitante. Esse é um primeiro contato com a realidade, e suas impressões não devem ser levadas inteiramente a sério. Por isso, é importante que a pessoa saiba que possivelmente irá mudar de opinião, e não deve ter nenhum compromisso com esses sentimentos iniciais. Isso é mais difícil quando a pessoa inicialmente fica até animada e com o passar do tempo começa a mudar sua visão.
FASE III
Para sair dessa vou...: A maioria das pessoas começa a tentar uma solução improvisada. Pode querer barganhar com alguma divindade. Pode achar que o pior já passou e que vai sair dessa fácil, fácil! O problema dessa fase é que a pessoa ainda não entrou em contato integral com a dura realidade. Pode estar querendo evitar o sofrimento de ver a real dimensão da crise e achar uma saída em que haja pouco ou nenhum prejuízo. O sonho de sair por cima de tudo e de todos! Um mito que custa muito caro, já que é apenas quando percebemos nossa fragilidade e nossa parcela de responsabilidade no que se passa que crescemos. É somente quando adquirimos consciência das nossas deficiências e azares que conseguimos ter uma saudável humildade. Para quem se arrepia com essa palavra, vale lembrar que ela tem o mesmo radical que húmus, que significa terra fértil, propícia para crescimento...
FASE IV
Dureza!!! "É péssimo! Não há nenhuma esperança! Só podia acontecer comigo mesmo, que sempre fui um azarado na vida. Eu não mereço! Ou melhor, mereço sim... Eu não vou agüentar! É muito doloroso. Demais..." Nessa fase, a pessoa entra em contato integral com a dor das perdas. Fica face a face com o inevitável. É o momento decisivo, que antecede a vitória final. Aceitar o inevitável, aceitar a perda, aceitar que nem sempre se vence, aceitar que a vida é assim mesmo. A sabedoria nessa fase é parar de procurar culpados, causas para o que aconteceu, agüentar o baque e ver o que se pode fazer depois disso tudo.
FASE V
A vida continua... "É duro, mas parece que já estou conseguindo superar. No final, acho que tudo vai dar certo. Eu posso agüentar isso!" O ciclo começa a terminar. Um pouco mais de tempo e as perspectivas de um futuro melhor recomeçam. Em outras palavras, volta a existir esperança. Toda pessoa sai com algumas feridas, algumas mais abertas, outras já cicatrizadas. Vale destacar o que muitos não percebem: o indivíduo acabou por sair crescido, mais adulto, mais sábio, melhor preparado para a vida! Aumentou de maneira extraordinária seu arsenal para resolver problemas no futuro, além de possivelmente adquirir maior sensibilidade para ajudar outras pessoas em dificuldades
SINTOMAS
Algumas vezes esse processo não termina tão bem assim. Seja porque a experiência foi traumática demais, ou a pessoa já possuía dificuldade anterior em encarar dificuldades, o tempo começa a passar e alguns sintomas começam a se tornar mais estáveis. São eles:
Culpa - muitas vezes culpa por ter sobrevivido, ou pelas coisas que teve que fazer para sobreviver; Ansiedade - em geral a vítima evita as situações que lembram o trauma, tem dificuldade para adormecer, assusta-se com facilidade; Depressão - muitas vezes perda das crenças, sensação de inutilidade, vergonha, desespero ou desamparo, além de retraimento para a vida social e um certo entorpecimento para a vida. ; Revivendo - Com muita freqüência o sobrevivente volta a lembrar do trauma, seja em episódios de flashback que invadem a mente, seja em sonhos. Algumas vezes ocorre exatamente o oposto e o sobrevivente não consegue se lembrar de nada. ;
COMO SOBREVIVER?
Episódios realmente catastróficos, como um estupro, sequestro, acidente de avião ou perda de um filho, trazem uma dor enorme e absolutamente compreensível. E já existem inúmeros estudos que apontam para uma boa melhora se a pessoa conseguir falar a respeito de suas dificuldades e de seu sofrimento. É imperativo ventilar o que se está pensando, pois só assim haverá a oportunidade de se ver o problema sob perspectivas que você não havia pensado, e que possivelmente não irá ver se não falar.
E essas novas perspectivas não vem necessariamente do que a outra pessoa lhe fala, mas sim do próprio ato de colocar os pensamentos para fora. Não adianta achar que já está pensando bastante a respeito. Falar é muito diferente do que pensar.
Se a pessoa que você resolveu se abrir não for um profissional, talvez seja interessante verificar se ela possui capacidade para tolerar a angústia alheia. Uma rápida olhada no passado de seu relacionamento possivelmente lhe dará a resposta: essa pessoa foi capaz de tolerar as dificuldades dos outros ouvindo antes de dar sua opinião, ou é um poço de bons conselhos, que na verdade tentam apenas fazer o outro ficar quieto?
Você também poderá procurar um ouvinte profissional, como um psiquiatra, um psicólogo ou um assistente social. Mas esteja certo de que o profissional sabe como agir em situações de crise pessoal. A menos que você deseje aproveitar a oportunidade, torne explícito que você não está procurando um tratamento prolongado, mas alguém que o auxilie a pensar melhor. De qualquer modo deixe bem claro o que você procura e esteja certo de que o profissional aceitou esse papel.
Ao falar sobre o episódio traumático, em geral as vítimas tem como resultado imediato uma certa depressão. Mas com o passar do tempo, quem teve oportunidade de desabafar tem uma redução em torno de 50 % de doenças físicas relacionadas ao estresse e uma melhora considerável de seu sistema imunitário.
Seja um amigo, seja um profissional, é certo de que o apoio situacional eficiente é sempre muito útil, e pode ser muito eficiente se certos tópicos forem lembrados.
COMO AUXILIAR O SOBREVIVENTE
O que uma pessoa, profissional ou não, precisa lembrar no momento em que está com um sobrevivente? Lembre-se especialmente de que apoiar não é palpitar. Apoiar é tolerar: O princípio fundamental que deve ser lembrado é o de que o caminho a ser percorrido não é um linha reta, e não pode ser um círculo vicioso. O que se procura é uma caminho com altos e baixos, mas no qual se caminha para a frente.
Quando a pessoa se encontra no alto, procura-se incentivar na busca de soluções concretas ou medidas para o futuro. Quando na baixa, tolera-se a angústia e permite-se um saudável extravasar de sentimentos, especialmente os temores. Algumas medidas específicas incluem:
Não entrar na conspiração do silêncio: fazer de conta que tudo está bem é o que de pior pode ocorrer. Há uma crise a ser solucionada. Existem emoções confusas a serem vistas.
Estimular a pessoa a falar, facilitando o desabafo, procurando tolerar a mágoa e a irritação. É preciso tocar com cuidado no não dito, nos temores racionais e irracionais. Fazendo isso, a pessoa estará conseguindo extravasar sua angústia sem precisar achar um bode expiatório.
Não querer e não exigir soluções de uma única vez. É preciso ajudar a pessoa a enfrentar a crise em doses controláveis.
Tomar cuidado para não incentivar o silêncio e o recolhimento com frases como "foi a vontade de Deus" ou "a vida deve continuar", que na realidade são ordens para quebrar os verdadeiros sentimentos e substitui-los por frases feitas. Em geral indicam dificuldade pessoal de quem está ouvindo.
É comum a fantasia de que a pessoa possa estar perdendo o juízo, ficando louca. Quando possível, aproveitando uma pergunta direta ou uma outra deixa, afirme ao indivíduo que isso não é verdade.
Não estimular soluções mágicas. Se a pessoa tiver uma fé religiosa, ótimo. Se acreditar que estará recebendo auxílio superior, melhor ainda! O que se está tentando evitar é que o indivíduo abandone sua obrigação de achar a saída da crise com uma barganha mística, ou então passando a sua responsabilidade de viver a alguma entidade superior.
Não acreditar em fortalezas. Ninguém sai impune de uma crise. É melhor não acreditar que está tudo bem, porque certamente não está. Estimule o desabafo.
Ser moderado nos empurrões. É muito comum que o indivíduo que está ouvindo resolva dar um chacoalhão, estimulando a pessoa a agir, a não ficar se lastimando. Em geral quem está sob uma crise encontra-se deprimido, e é muito freqüente que indivíduos depressivos busquem punições de maneira inconsciente. Quem ouve sente sua angústia diminuir através dos berros. E quem tem o problema parece melhorar, mas não porque achou a saída, e sim por ser punida!
A postura de quem se propõe a ouvir deve ser a de oferecer o ombro de igual para igual, mostrando que tem fé na capacidade do indivíduo superar a crise.
Promover apoio ambiental, não acreditando que a pessoa não está precisando de nada. O ideal é agir com descrição, não permitindo que a pessoa se sinta inútil, fraca ou incompetente.
E se houver dúvida sobre falar ou não falar, é melhor calar. O principio é tolerar a ansiedade nos momentos em que o indivíduo está por baixo. E estimular à busca de soluções (que não são necessariamente ações imediatas) quando se está por cima. A idéia do caminho com altos e baixos, mas em que se caminha para frente, não deve ser esquecida.
Lembre-se do princípio do armário de cozinha: quando a louça despenca de lá de cima, haverá um momento de aflição, mas será necessário jogar fora o que está irremediavelmente perdido e aproveitar o que está intacto. A partir daí seguir a vida com o que ela oferece de bom.
TRATAMENTO ESPECIALIZADO
As medidas apontadas são excepcionalmente
úteis, em especial se aplicadas ao sobrevivente logo após
o episódio traumático. Mas se os sintomas persistirem, convém
procurar um auxílio médico, com um psiquiatra. Atualmente
os medicamentos antidepressivos podem auxiliar um pouco, mas quando administrados
de modo isolado, tem sua utilidades bastante diminuída. Já
a associação de medicamentos com terapia comportamental dão
resultados bem melhores. A técnica que melhor tem apresentado resultados
são uma combinação de inoculação de
estresse com exposição prolongada. Essas técnicas
devem ser aplicadas exclusivamente por profissionais habilitados, mas quando
bem administradas chegam a diminuir acentuadamente os sintomas do Estresse
Pós Traumático em 80 % após 9 a 10 sessões.
Não permitamos que a tristeza nos envolva e nos mergulhe na depressão.
A apatia é abismo profundo do qual sairemos apenas à custa de muito esforço.
Não nos entreguemos , inermes, aos problemas que nos rodeiam, ensimesmados na tristeza.
Os que se redem ao desânimo transformam-se em pacientes psiquiátricos, vitimados por estranha anemia de ordem moral.
Quando sentirmos que a tristeza insiste em se demorar conosco, ocupemos as nossas mãos e a nossa mente no serviço do bem. Deixemos a poltrona do comodismo e desintoxiquemo-nos no suor da caridade.
Se abatidos espiritualmente no reconhecimento das próprias imperfeições, sintamo-nos incentivados à luta, ao invés de admitirmos a derrota.
Reajamos contra a melancolia , sacudindo o seu jugo de nossos ombros.
Reparemos que em nossos caminhos , de fato
" as bênçãos são muito mais numerosas do que
as dores". Observemos os exemplos de quantos se encontram lutando com limitações
maiores que as nossas , sem que lhes escutemos uma reclamação
sequer.
No livro dos Provérbios, cap. 17, v.
22, está escrito: "O coração alegre é como
o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os
ossos".
Por incrível que pareça, com todo o excepcional progresso da ciência nas derradeiras décadas criamos a sociedade dos deprimidos e dos comprimidos, porque no fundo nos sentimos oprimidos.
Vivemos uma crise cultural sem precedentes na história deste mundo. Nunca, como hoje, os seres humanos mais sensíveis foram tão atormentados pela percepção de que algo em seu destino não está certo e precisa ser retificado. Algo terrivelmente incômodo, que muita gente não identifica de modo correto e por isso se debate em inexplicável angústia.
O sentimento de desconforto íntimo de numerosos homens e mulheres, velhos e jovens, leva-os nos tempos atuais ao desinteresse pela existência, ao medo do futuro, à renúncia de aspirações justas, ao desânimo em face dos desafios da sorte, enfim, a um abatimento mórbido que recebeu dos especialistas em saúde sonoro nome: depressão. O seu tratamento, de ordinário, é feito com recursos farmacêuticos. E os resultados, freqüentemente, revelam-se como meros paliativos.
Desde Hipócrates a Medicina estuda a depressão, chamada em época remota de melancolia. E na verdade sobre ela ainda pouco aprendeu, em que pese os seus respeitáveis conhecimentos em torno dessa doença psíquica.
Modernamente diz-se que há pelo menos três espécies básicas de depressão: a endógena, que se liga a herança genética, a causal, que resulta de fatores traumatizantes de natureza física capazes de produzir perturbações no funcionamento do sistema nervoso, e a relativa, que decorre de conteúdos e problemas psicológicos não resolvidos ( ressentimentos diante da realidade não aceita de mistura com auto piedade etc.).
A análise da depressão em termos etiológicos é complexa, e para os terapeutas dessa enfermidade constitui tarefa difícil saber se os paciente necessita de uma dose de beto-endorfina ou de um passeio em sedutora estância balnearia...
Um remédio preventivo, no entanto, em nosso pensar de leigo, pode e deve ser receitado a todas as pessoas, inclusive àquelas que ainda não apresentam tendências depressivas: trabalho caridoso.
Nunca vimos ninguém que se dedique, com real devotamento, a uma atividade de benemerência em favor do próximo, cair em depressão. Falta-lhe tempo para isso e sobra-lhe o contentamento de ser útil.
No caso dos espíritas, que também estão sujeitos a estados emocionais depressivos porque, tanto quanto as demais criaturas, sofrem a opressão dos falsos valores sociais, é recomendável o aproveitamento das oportunidades de serviço nobre oferecidas pelos Centros doutrinários: a atuação desobsessiva, os passes, o aconselhamento ético, consolador e orientativo, os cuidados administrativos, os procedimentos de limpeza que raros se dispõem a executar, as aulas para adultos e crianças, e tantas outras ações generosas de extrema valia para os pobres e os sofredores.
Por menos agradável que se nos afigure o ambiente do Centro Espírita, em virtude da invigilância dos seus diretores às vezes em conflito uns com os outros, ou em razão de deploráveis desvios ideológicos, convém não o abandonarmos a menos que fora dele tenhamos condição de fazer pelos necessitados o bem possível de realizarmos junto aos irmãos de crença.
Espíritas apenas teóricos, amantes da doce placidez de aposentos domésticos com ar refrigerado, acabam se expondo a riscos indesejáveis.
Todos temos inimigos nas faixas vibratórias do Além, propensos a influir negativamente em nosso ânimo constumeiro, e o que eles mais almejam, para nos solapar a alegria de viver, plantando a semente da depressão em nosso campo mental, é nos afastar do trabalho caridoso e do ambiente doutrinário.
Cientes disso sejamos cautelosos contra a doença da moda, que ataca pobres e ricos, sábios e ignorantes. Não nos iludamos, nesse delicado e movediço terreno, com os recursos clássicos da medicina organicista, porque eles eliminam sintomas sem erradicar o mal pela raiz. Ainda que exames de laboratório atestem a ausência em nosso corpo de substâncias químicas humorizantes necessárias , e possamos remediar isso com drogas farmacêuticas por longos períodos de tempo, só o pensamento altruísta, e as emoções resultantes da sua prática, garantem-nos satisfatória saúde psíquica.
A depressão é acima de tudo uma
doença da alma, não da matéria. Os seus efeitos reprimidos
por comprimidos tendem sempre a reaparecer, e se não colocamos a
consciência em harmonia com as leis eternas da vida, que ensinam
a solidariedade em todos os domínios da natureza, jamais deles estaremos
a salvo.
"Pai , salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora." - Jesus (João, 12:27)
A lição de Jesus, neste passo do evangelho, é das mais expressivas.
Ia o Mestre provar o abandono dos entes amados, a ingratidão de beneficiários da véspera, a ironia da multidão, o apodo na via pública, o suplício e a cruz, mas sabia que ali se encontrava para isto, consoante os desígnios do Eterno.
Pede a proteção do Pai e submete-se na condição do filho fiel.
Examina a gravidade da hora em curso, todavia, reconhece a necessidade do testemunho.
E todas as vidas na terra experimentarão os mesmos trâmites na escala infinita das experiências necessárias.
Todos os seres e coisas se preparam, considerando as crises que virão. É a crise que decide o futuro.
A terra aguarda a charrua.
O minério será remetido ao cadinho .
A árvore sofrerá a poda.
O verme será submetido à luz solar.
A ave defrontará com a tormenta.
A ovelha esperará a tosquia.
O homem será conduzido à luta. O
cristão conhecerá testemunhos sucessivos.
É por isso que vemos , no serviço divino do Mestre
, a crise da cruz que se fez acompanhar pela benção eterna
da Ressurreição.
Quando pois te encontrares em luta imensa, recorda que o Senhor
te conduziu a semelhante posição de sacrifício, considerando
a probabilidade de tua exaltação, e não te esqueças
de que toda crise é fonte sublime de espírito renovador para
os que sabem ter esperança. (Mensagem extraída da
obra "Vinha de Luz")
1- Guarde o coração em paz,à frente de todas as situações e de todas as coisas.Todos os patrimônios da vida pertencem a Deus.
2- Apoie-se no dever rigorosamente cumprido.Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual.
3- Cultive o hábito da oração.A prece é Luz na defesa do corpo e da alma.
4- Ocupe o seu tempo disponível com o trabalho proveitoso, sem esquecer o descanso imprescindível ao justo refazimento.A sugestão das trevas chega até nos pela hora vazia.
5- Estude sempre.A renovação das idéias favorece a sábia renovação das células orgânicas.
6-Evite a cólera.Enraivecer-se é animalizar-se caindo nas sombras de baixo nível.
7-Fuja a maledicência.O lodo agitado atinge a quem o revolve.
8-Sempre que possível, respire a longos haustos e não olvide o banho diário, ainda que ligeiro. O ar puro é preciosos alimento e a limpeza é simples obrigação.
9- Coma pouco.A criatura sensata come para viver,enquanto a criatura imprudente vive para comer.
10- Use a paciência e o perdão infatigavelmente.Todos nos temos sido caridosamente tolerados pela Bondade Divina milhões de vezes e conservar o coração no vinagre da intolerância é provocar a própria queda na morte inútil.
É! Essa é a sua principal responsabilidade! Pois, se não fosse, porque você seria tão incrivelmente singular?
Todo mundo é diferente!
Todo mundo tem alguma coisa a dar que ninguém mais no mundo tem... todo mundo tem uma contribuição a fazer...
Será que isto já não seria o suficiente para você se entusiasmar por você mesmo?
Mas, porque em nosso mundo existem tantas pessoas que não reconhecem sua importância e acabam sofrendo de depressão?
A depressão se caracteriza por uma mudança no estado de ânimo de seu portador. Ela consiste no surgimento de um sentimento generalizado de tristeza que varia de grau, passando por um sentimento de desalinho moderado até o mais intenso desespero.
Ela pode durar poucos dias ou estender-se por semanas, meses e até anos.
Os psiquiatras consideram a depressão juntamente com a ansiedade e a angústia como fazendo parte dos distúrbios da afetividade e também os relacionam com situações de perda real ou simbólica.
A tristeza faz parte de nossa condição humana e não há quem não tenha sofrido por ela; por isso é importante não confundir estados passageiros de melancolia com a depressão a que nos referimos acima.
Nas situações de perda real citamos como exemplo: perda de emprego, do status social, morte de um ente querido, fim de um relacionamento amoroso, dentre outros que podem levar a pessoa a apresentar um quadro depressivo.
É importante ressaltar que quando a perda for somente simbólica a sensação em questão, pode advir de um sentimento de decepção em relação aos outros ou até mesmo em relação a si própria, acarretando em um rebaixamento de sua auto-estima.
Todos nós temos um limiar para suportar a dor, o sofrimento, a frustração sem que algo mais grave nos aconteça, porém, este limite parece estar muito relacionado com o nosso grau de coesão interior. E aqui incluímos mais um fator importante de análise nos quadros depressivos que temos atendido em nosso espaço clínico: A Espiritualidade!
Temos observado em nossa prática terapêutica que as pessoas que mais sofrem de depressão, são aquelas que atualmente, estão em crise ou refletindo sobre as questões ligadas à espiritualidade. Nos parece que o conjunto de crenças e valores que norteavam suas vidas até o momento não estão mais dando conta de responder as suas inquietações interiores, principalmente aqueles aspectos relacionados as perdas reais a que nos referimos anteriormente.
A Doutrina Espírita através de sua codificação nos dá os alicerces seguros para o entendimento da sintomatologia depressiva. Sabemos que as atitudes, pensamentos, sentimentos e certas viciações que não conseguiram ser transformados numa existência serão objeto de trabalho do ser em reencarnações futuras através da dor psíquica, neste contexto entendida como depressão.
A doença é o resultado do desequilíbrio energético do corpo físico em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona.
Entendemos que a ajuda especializada, a psicoterapia aliada em muitos casos à medicação homeopática ou até mesmo alopática é de extrema importância, porém não podemos mais ignorar como cientistas do comportamento humano os demais fatores que podem estar associados aos quadros psicopatólogicos depressivos.
Quando Ciência e Religião passarem a andar de mãos dadas novamente nossa compreensão em termos das doenças que afligem os seres humanos será bastante diferenciada e com certeza nossa ajuda poderá ser mais efetiva para todos aqueles que nos procuram enquanto terapeutas.
Jesus, o maior psicoterapeuta da humanidade nos deixou como legado um dos maiores tratados de psicologia já vistos: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e o Evangelho Segundo o Espiritismo, codificadas pelo ilustre professor lionês Allan Kardec.
Estas obras se bem analisadas e estudadas nos permitirão fazer uma nova leitura sobre temas como este, que aqui apresentamos.
Gostaríamos de lembrar que esta nova abordagem tem sido uma preocupação de muitos cientistas encarnados e que se dedicam ao estudo multidimensional do ser humano não só no Brasil, como na Europa e Estados Unidos.
Finalmente, acreditamos que o melhor remédio para as doenças de uma forma geral é a busca de integração entre o corpo, a mente e o espírito. E esta busca deve ser feita através do estudo e da fé raciocinada associada ao amor, o amor por si próprio e por seu semelhante.
Nunca perca de vista o amor! Ele é uma dádiva incrível!
E para finalizar faço minhas as palavras de um dos grandes estudiosos sobre o amor , o conferencista Léo Buscaglia que nos fala desta magia do amor que pode curar até a depressão:
"Gosto de pessoas que acreditam que no dia de seu nascimento recebem o mundo de presente. É! Numa caixa!!! Porém, fico assustado ao ver que algumas pessoas não se dão sequer ao trabalho de desatar a fita que esta amarrando a caixa. Abra a caixa! Arranque a tampa! Você vai acabar descobrindo que ela está repleta de amor, magia, vida, alegria, assombro, dor e lágrimas. Todas essas coisas que fazem parte de nossa existência humana. Não apenas as coisas realmente felizes. Não podemos ser felizes o tempo todo - não dá! Mas isto é o que é a vida de todos nós. Não é empolgante? Entre nessa caixa e você nunca se arrependerá".
Você é o melhor de você!
Você tem em você todos os recursos para se curar, e é isso que você vai ter que fazer "agora" mesmo!
(Zilda Moretti é psicóloga, psicoterapeuta com abordagem Transpessoal, mestre em Psicologia da Educação e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo e doutoranda em Sociologia das Religiões pela mesma Universidade)
CONCEITO
É o aparecimento inesperado recorrente agudo de ansiedade, acompanhada por vários sintomas mentais e somáticos.
Pânico vem do deus grego 'PAN' que aterrorizava os camponeses com seus chifres e pés de eqüinos.
ETIOLOGIA
Atualmente desconhecida.
HIPÓTESE NEUROQUÍMICA
As catecolaminas são geralmente encontradas em maior concentração no sangue, quando o indivíduo passou por algum stress. Por isso pensa-se que elas estejam envolvidas na crise do Pânico.
As serotoninas também passam pelo mesmo raciocínio, pois são ansiogênicas.
LOCUS COERULEUS
O Locus Coeruleus possui mais de cinqüenta por cento dos neurônios noradrenérgicos do sistema nervoso central. Além disso estabelece ramificações para várias estruturas importantes como: hipotálamo, amígdalas, sistema limbico e córtex . Estas ramificações entre o Locus Coeruleus e as estruturas citadas, sugerem a sua participação na síndrome do Pânico porque um estímulo ansiogênico no Locus Coeruleus poderia ter grande repercussão no sistema nervoso central e em todo o organismo, o que a experiência comprova.
HIPÓTESE DO LACTATO
Foi observado por pesquisadores que pessoas com astenia circulatória(transtorno relacionado a ansiedade), apresentavam níveis plasmáticos altos de lactatos. Este achado sugeriu que o lactato e ansiedade guardavam relação . Como experiência injetaram lactato em pacientes ansiosos e estes apresentaram intensa crise de ansiedade. Repetido o procedimento em pacientes com síndrome do pânico espontâneo, setenta por cento deles apresentavam a crise.
SINTOMAS
Os pacientes que apresentam a síndrome do Pânico padecem intenso sofrimento, pois seus sintomas são pavorosos, angustiantes, limitantes, tais como: palpitações, sudoreses, tremores, dispnéia(falta de ar),náuseas, sensação de atordoamento, dispersonalização, medo de estar enlouquecendo, sensação de estar morrendo. Tem como sintomas mentais centrais , medo extremo como sensação de morte e destruição eminente no abandono.
COMORBIDADE
A síndrome do pânico, em um grande número de casos, costuma vir acompanhada de prolapso da válvula mitral, hipertiroídismo, agorafobia(medo de locais públicos).
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
São várias as situações que podem simular uma síndrome do pânico: tireotoxicose( hipertireoidismo), feocromocitose(tumor da supra renal que segrega cotacolaminas), intoxicação por drogas, síndrome de abstinências, arritmias cardíacas supraventricular.
GENÉTICA
Possibilidade de transmissão autossomica dominante com reentrância parcial do gen do cromossoma 16
Prevalência: 1,5% A 2%
Dos pacientes com síndrome de Pânico, quinze por cento procuram primeiro o Cardiologista; vinte e sete por cento, o Clínico Geral, e apenas de cinco a vinte por cento , o Psiquiatra, o mais indicado para auxiliá-lo.
Idade do aparecimento: 20 a 40 anos
TRATAMENTO
Os antidepressivos são imprescindíveis na fase aguda do tratamento; os ansiolíticos, em especial o Alprazolan, são muito úteis.
A associação dos psíco-fármacos com a psicoterapia apresentam melhores resultados.
Em nossa experiência, a associação dos anteriores com a Homeopatia tem melhorado em muito a vida destes pacientes.
CORRELAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA
Mortes traumáticas - (desencarnes difíceis).
O corpo fisico, por instinto de defesa, tenta reter o Espírito nos momentos finais da desencarnação.
O apego à vida material e a seus gozos efêmeros, tambem dificultam o desencarne.
O medo da morte pela crença em inferno, demônios(fantasias religiosas), temor ao desconhecido, culpas várias, são outros fortes impecilhos ao desencarne.
O contato com os agentes da putrefação da natureza, pelo fenômeno da psicometria, causa grande sofrimento ao desencarnante que fica retido no corpo físico.
O Caráter, as posturas diante da vida, a falta de religiosidade são fatores determinantes no desprendimento espiritual. As condições acima mencionadas, agravadas com uma ruptura abrupta do cordão fluídico, abastecido de fluido vital, tende a levar o Espírito desencarnante a uma situação de "morto-vivo"; preso ao mundo físico pelo corpo em decomposição, adentrando ao Mundo Espiritual sobrecarregado de fuido vital, estranho a este mundo.
Assim podemos entender que o momento do nascimento e da morte são importantes para o Espírito, como a primeira e últimas impressões.
Nas mortes prematuras traumáticas (acidentes - suicídios) em jovem com grande reserva de fluido vital, pode levar a fortes impressões vibratórias do duplo etérico para o corpo astral, formando neste um clichê mental vigoroso do momento do desencarne.( Morte e Destruição)
Na reencarnação seguinte a barreira biológica do corpo físico, não é suficiente, em algumas pessoas, (por lei do Carma) deixando passar flashs dos últimos momentos da vida anterior. Esta distonia vibratória tenderia a reaparecer, guardando identidade cronológica entre as reencarnações. Os flashs sensibilizariam os neurônios sensitivos do diencéfalo (psicocinéticos) e estes desencadeariam os sintomas via neurotransmissores.
As torturas sofridas durante longos períodos nas regiões umbralinas, poderiam criar núcleos de pavor no perispírito que, desaguando no cérebro físico na reeencarnação seguinte, facultariam o aparecimento das fobias ou da síndrome do Pânico.
Não poderíamos esquecer das obsessões espirituais voluntárias, ou não, que atormentariam aos médiuns, pela aproximação de entidades espirituais em grande sofrimento, refletindo neles seus estados de desequilibrios.
Para finalizar, lembramos com Jesus -(*) "Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, crede também em mim"- como um aceno de esperança, pois estes pacientes, tendem com muita facilidade, aceitarem a idéia reencarnacionista.
Coincidentemente, há dias que se caracterizam pela sucessão de ocorrências desagradáveis . Nada parece dar certo. Todas as atividades se confundem, e os fatos se apresentam deprimentes, perturbadores. A cada nova tentativa de ação, outros insucessos ocorrem, como se os fenômenos naturais transcorressem de forma contrária.
Nessas ocasiões, as contrariedades aumentam, e o pessimismo se instala nas mentes e na emoção, levando-as a lembranças negativas com presságios deprimentes.
Quem lhe padece a injunção tende ao desânimo, e refugia-se em padrões psicológicos de auto-aflição, de infelicidade, de desprezo por si mesmo.
Sente-se sitiado por forças descomunais, contra as quais não pode lutar, deixando-se arrastar pelas correntes contrarias, envenenando-se com o mau humor.
São esses, dias de provas, e não para desencanto; de desafio, e não para a cessação do esforço.
Quando recrudescem as dificuldades, maior deve
ser o investimento de energias, e mais cuidadosa a aplicação
do valor moral da batalha.
Desistindo-se sem lutar, mais rápido
se dá o fracasso, e quando se vai ao enfrentamento com idéias
de perda, parte do labor já está perdido.
Nesses dias sombrios, que acontecem periodicamente, e as vezes se tornam contínuos, vigia mais e reflexiona com cuidado. Um insucesso é normal, ou mesmo mais de um, num campo de variadas atividades. Todavia, a intermina sucessão deles pode ter gênese em fatores espirituais perniciosos, cujas personagens se interessam em prejudicar-te, abrindo espaços mentais e emocionais para intercâmbio nefasto contigo, de caráter obsessivo.
Quanto mais te irritares e te entregares à depressão, mais forte se te fará o cerco e mais ocorrências infelizes tomarão forma. Não te debatas até a exaustão, nadando contra a correnteza. Vence-lhe o fluxo, contornando a direção das águas velozes. Há mentes espirituais maldosas, que te acompanham, interessadas no teu fracasso.
Reage-lhes a insídia mediante a oração, o pensamento otimista, a irrestrita confiança em DEUS.
Rompe o moto-contínuo dos desacertos, mudando de paisagem mental, de forma que não vitalizes o agente perturbador. Ouve uma música enriquecedora, que te leve a reminicênscias agradáveis ou a planificações animadoras.
Lê uma pagina edificante do Evangelho ou de outra obra de conteúdo nobre, a fim de te renovares emocionalmente.
Afasta-te do bulício e repousa; contempla uma região que te arranque do estado desanimador. Pensa no teu futuro ditoso, que te aguarda.
Eleva-te a DEUS com unção e romperás
as cadeias da aflição.
"Sabendo que a tribulação produz fortaleza" - Paulo (Romanos, 5:3)
Quereis fortaleza? Não vos esquiveis à tempestade.
Muita gente pretende robustecer-se ao preço de rogativas para evitar o serviço áspero.Chegada a preciosa oportunidade de testemunhar a fé, internam-se os crentes, de maneira geral, pelos caminhos largos da fuga, acreditando-se em segurança. Entretanto, mais dia menos dia, surge a ocasião dolorosa em que abrem falência de si mesmos.
Julgam-se, então, perseguidos e abandonados.
Semelhantes impressões, todavia, nascem da ausência de preparo interno.
Esquecem-se os imprevidentes de que a tempestade possui certas funções regeneradoras e educativas que é imprescindível não menosprezar.
A tribulação é a tormenta das almas.Ninguém deveria olvidar-lhe os benefícios.
Quando a verdade brilhar, no caminho das criaturas, ver-se-á que obstáculos e sofrimentos não representam espantalho para os homens, mas sim quadros preciosos de lições sublimes que os aprendizes sinceros nunca podem esquecer.
Que seria da criança sem a experiência?que será do espírito sem a necessidade?
Aflições, dificuldades e lutas são forças que compelem à dilatação de poder, ao alargamento de caminho.
É necessário que o homem, apesar das rajadas aparentemente destruidoras do destino, se conserve de pé, desassombradamente, marchando,firme,ao encontro dos sagrados objetivos da vida.Nova luz lhe felicitará, então, a esfera íntima, conduzindo-o desde a terra, à gloriosa ressurreição no plano espiritual.
Escutemos as palavras de Paulo e vivamo-las!
Ai daqueles que se deitarem sob a tempestade!
Os detritos projetados do monte pelas correntes
do aguaceiro poderão sufocá-los, arrastando-os para o fundo
do abismo.
(Mensagem extraída da obra "VINHA DE LUZ" capítulo 119 )
Como o pânico é formado?
Quais são os sintomas do pânico?
Crise de pânico não é sintoma de pânico!
Complicações Tratamento Respiração
Conta a lenda que o deus mitológico
Hermes teve um filho com Penélope. A criança ao nascer era
tão feia que sua mãe saiu correndo! Essa criança recebeu
o nome de Pã, e tinha o estranho hábito de aparecer subitamente
para os viajantes, que em geral tinham uma reação de grande
medo, de pânico.
Vem dessa lenda o nome da síndrome
do pânico. Hoje em dia, essa síndrome é o nome médico
para uma reação de grande medo, em geral com sintomas extremamente
desagradáveis, que aparecem sem nenhuma razão aparente.
Bem, na verdade são sensações
bastante fortes de medo, em geral acompanhados de pelo menos quatro dos
seguintes sintomas:
falta de ar, palpitações, dor
ou desconforto no peito, sensação de sufocamento ou afogamento,
tontura ou vertigem, sensação de falta de realidade, formigamento,
ondas de calor ou de frio, sudorese, sensação de desmaio,
tremores ou sacudidelas, medo de morrer ou de enlouquecer ou de perder
o controle.
Para piorar mais ainda a situação, é comum com as pessoas que tem pânico passarem a ter medo dos locais aonde a crise aconteceu. Desse modo, a pessoa tem uma crise dentro de um carro, e passa a não querer mais dirigir. Tem outra crise num lugar fechado, e passa a não querer mais entrar em shopping center ou em bancos. E assim por diante. Para tentar diminuir esse medo, acaba sempre procurando lugares em que a saída seja fácil, e também andar sempre acompanhada. Infelizmente essas medidas não são suficientes, e é necessário tratamento especializado.
A boa notícia fica por conta dos tratamentos atuais. Existe medicamentos capazes de efetivamente interromperem essas crises. São medicações que agem no cérebro, regularizando as áreas cerebrais aonde essas crises são desencadeadas. Não são, portanto, simples "calmantes", mas verdadeiros regularizadores do funcionamento cerebral.
O tratamento em geral deve ser seguido por uma terapia do tipo comportamental para acabar com outro problema de quem tem pânico. Trata-se do medo das crises de medo! Em geral quem tem pânico fica condicionado a achar que vai morrer quando a crise começa. Resultado: quando sente pequenos sintomas que lembram a crise, já são tomadas por esse medo, o que acaba resultando numa crise completa de pânico.
Esse tipo de terapia é bastante específico. Em outras palavras não é qualquer tipo de terapia que funciona com o pânico e algumas podem até mesmo piorar o quadro. Mas quando a terapia comportamental é aplicada corretamente, e em conjunto com a medicação adequada, consegue-se melhora acentuada ou ausência total dos sintomas em 80 % das pessoas, num prazo bastante rápido.
Uma medida fundamental no pânico é saber respirar: durante a crise a maioria das pessoas que sofre desse transtorno respira de modo superficial, o que acaba por mudar a química do sangue, que por sua vez é interpretado pelo cérebro como uma situação de emergência, gerando mais e mais crises de pânico. Para saber como respirar corretamente, clique aqui. Claro que você deve praticar esse tipo de respiração antes das crises, para que na hora "h" possa utilizá-la.
Como a ansiedade se forma?
Teste sua ansiedade Interpretação do teste
O questionário abaixo pode auxiliá-lo. Para cada pergunta, responda com V (verdadeiro) ou F (falso):
1. Nos últimos seis meses, pelo menos, venho experimentando preocupações e ansiedades excessivas em diversas atividades (como atividade profissional ou doméstica)
2. Estou tendo dificuldade em controlar essa preocupação.
3. Essa preocupação é acompanhada de 3 ou mais dos sintomas abaixo:
inquietação ou sensação de estar com "os nervos à flor da pele." cansaço, fadiga. dificuldade em concentrar-se, sensações de "branco" na cabeça. irritabilidade maior que o habitual. tensão muscular (ombros, nuca, costas, braços, etc.) dificuldades com o sono (dificuldade em adormecer, ou manter o sono, ou sono "agitado", ou insatisfatório)
CONCEITO:
É um transtorno do humor, com baixa da atividade geral , levando a sofrimento íntimo profundo , desesperança , falta de fé em Deus , em si próprio e na vida.
ETIOPATOGENIA:
A ciência médica ainda não tem , claramente,o conhecimento da origem da depressão. Fala-se em distúrbios dos neurotransmissores a nível do sistema nervoso central , de herança genética , de pressão social , frustrações, perdas precoces importantes e outras mais; porém , embora todas as possibilidades acima sejam verdadeiras como desencadeadoras , não explicam porque alguns individuos, sofrendo as mesmas contingências, não desenvolvem um quadro depressivo. Todas as possibilidades acima são efeitos e não causas. A causa da depressão vige na alma e não somente no corpo físico.O conflito do deprimido remonta a causas pretéritas , provavelmente longínguas, com repercussão no presente. O cerne da questão liga-se a não identificação do amor divino e da paternidade do Criador. Por isso a rebeldia tão comum no deprimido. Revolta-se contra as leis desdenha a própria vida , não concordando em ter sido criado , vai com facilidade ao suicídio : dez a quinze por cento dos deprimidos suicidará . Num ato de rebeldia extrema tentam devolver a própria vida ao Criador. Adão e Eva não representam um simples mito , mas sim a dura trajetória da humanidade.
O deprimido apresenta duas caracteristicas: egoísmo e agressividade. Egoísmo por crer que sua dor é a maior do mundo e agressividade voltada principalmente contra sí próprio. Não pensam que seus atos irão fazer sofrer os que vão ficar.
A essência da existência é o elo Criador-criatura , Pai-filho . A ruptura deste elo pelo deprimido suicida é extremamente sofrida , pois , talvez , repete o desligamento havido outrora , quando da separação Pai e filho. Por isso as perdas precoces falam alto ao coração do deprimido. Entendemos que a primeira queda forma um clichê mental na vida do espírito , de modo que haveria uma tendência neurótica à repetição do mesmo erro durante as futuras reencarnações.
Estão ínsitas no perispirito as matrizes da depressão. O corpo físico reflete o corpo espiritual. Se o reencarnante tráz insculpido no seu psicossoma as matrizes da depressão , elas influenciarão ativamente na seleção genética dos elementos que poderão viabilizá-la na vida física , caso o interessado deseje. Doenças são efeitos e não causas. Assim podemos ,de maneira geral, dizer que a não identificação do Amor Divino e do Pai , leva à falta de fé ,e