Depressão e autoconhecimento


Ao iniciar uma nova era para a humanidade, muitos conceitos e ideias já consagrados como verdadeiros estão sendo abalados em seus alicerces por pesquisas, avanços tecnológicos e outros instrumentos usados para uma maior aproximação da verdade, em especial no que tange à existência.

A mente humana também está sendo alvo de intensas pesquisas, principalmente pela neurociência, que busca, por meio de um entendimento mais robusto do funcionamento do cérebro, desvendar os meandros do psiquismo humano. Conquanto se possa progredir muito no entendimento dos efeitos, não se atingem as causas, que jazem no Espírito.

Isso faz com que vários livres-pensadores do comportamento humano, familiar e social busquem, também, maiores recursos, tanto na observação quanto na experimentação, a fim de melhor arregimentar seus conhecimentos para uma abordagem mais próxima da realidade que nos cerca e atinge.

Nesse contexto, temos a depressão, que grassa assustadoramente no concerto mundial, deixando alarmada a ciência médica, social e pública pela alta prevalência com que vem assolando a humanidade, tanto em relação ao sofrimento que produz como ao alto custo que onera a sociedade de forma geral.

A presente obra é uma hipótese de trabalho numa tentativa séria de ampliar o entendimento e buscar minorar o sofrimento de tantos quantos passam por essa terrível enfermidade.

Tem ela como alvo demonstrar aos que padecem desse mal que o cerne da questão vige dentro do próprio enfermo, assim como a cura ou a melhora, sendo o acometido expressivo participante desse processo. O apelo socrático “conhece-te a ti mesmo” faz um verdadeiro divisor cognitivo nas páginas que compõem esta obra.

Não tem o autor preocupações acadêmicas ou científicas, embora busque recursos no pensamento de vários estudiosos do assunto. É uma abordagem interessante em si mesma, porque tangencia a visão espiritualista do ser, o que gera uma incursão observatória da intencionalidade, consciente ou não, de cada um em seu comportamento nas interações pessoais em sua existência.

Para muitos pode parecer que o autor não apresenta nada de novo. Entretanto, faz ele correlações interessantes, proporcionando uma sequência plausível da possibilidade de determinados fenômenos psíquicos estarem ocorrendo e serem os causadores de conflitos comportamentais, que, por si mesmos, são inadequados e podem ser propiciadores da depressão, das dificuldades do seu tratamento e das constantes recaídas que os pacientes apresentam.

É uma obra que merece ser lida, analisada, meditada e colocadas em prática as sugestões que, porventura, falem ao íntimo de quantos tiverem a oportunidade de a lerem, pois, no mínimo, oferece uma visão profunda de nossas mazelas internas e vasta possibilidade de melhorar a relação conosco mesmos e com os semelhantes, construindo uma vida mais saudável. 

Remete-nos a reflexões não somente no que tange ao processo depressivo, mas às nossas dificuldades existenciais em geral, pois é um apelo ao posicionamento consciente diante da vida. Entende-se que a intenção do autor é dar uma visão comportamental e de profunda implicação Espiritual, já que o Espírito é o fundamento da vida, e que chegar a Deus, o Criador, é o objetivo maior de todos nós. 

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